Limite do MEI em 2026: R$ 81 mil, o que acontece se passar e como acompanhar

O teto do MEI continua em R$ 81 mil por ano em 2026. Veja a conta por mês, o que muda se você passar até 20% ou mais, e como saber onde está antes de dezembro.

“Limite MEI 2026” é uma das buscas que mais crescem entre quem toca negócio pequeno no Brasil, e o motivo é simples: o teto está parado desde 2018 enquanto tudo subiu de preço. Muita gente que era folgada dentro do limite hoje está roçando nele sem perceber.

Este guia responde as três perguntas que importam: quanto é, o que acontece se passar e como saber onde você está.

Quanto é o limite do MEI em 2026

Valor
Limite anualR$ 81.000
Média mensal de referênciaR$ 6.750
Tolerância de 20% (fica MEI até dezembro)até R$ 97.200
Acima de 20%desenquadramento retroativo a janeiro

O limite é anual, de janeiro a dezembro. Não existe teto por mês. Você pode faturar R$ 15 mil em dezembro e R$ 2 mil em fevereiro; o que conta é a soma no ano.

Se você abriu o MEI no meio do ano, o limite é proporcional: R$ 6.750 vezes os meses desde a abertura, contando o mês em que abriu. Quem abriu em julho, por exemplo, tem R$ 40.500 de limite naquele primeiro ano.

O que conta como faturamento

Tudo o que entra por venda de produto ou prestação de serviço, antes de tirar qualquer despesa. Inclui:

  • Dinheiro, Pix, cartão, boleto, tudo.
  • Venda com nota e venda sem nota (a obrigação de declarar é a mesma).
  • O valor cheio de uma venda parcelada, no mês da venda.

Não conta: empréstimo que você pegou, dinheiro que você mesmo colocou na empresa, e devolução de valor que você recebeu por engano.

O que acontece se passar do limite

Aqui está a parte que mais gera dúvida, porque tem dois cenários bem diferentes.

Passou até 20% (até R$ 97.200)

Você continua MEI até 31 de dezembro. Em janeiro seguinte, é desenquadrado e vira microempresa (ME). Sobre a parte que passou de R$ 81 mil, paga um DAS complementar, calculado com as alíquotas do Simples Nacional, na hora de fazer a declaração anual (DASN-SIMEI).

É um susto controlável. O importante é saber que vai acontecer e reservar o dinheiro.

Passou mais de 20% (acima de R$ 97.200)

Aqui o desenquadramento é retroativo. Você é tratado como microempresa desde janeiro daquele ano, ou desde o mês da abertura se abriu no meio do ano. Ou seja: todos os meses em que você pagou o DAS fixo do MEI, deveria ter pagado imposto como ME, e a diferença é cobrada com multa e juros.

Esse é o cenário que dá prejuízo de verdade. E ele é evitável, porque ninguém passa 20% do limite sem ver chegando.

Como acompanhar antes que vire problema

A conta é simples, mas precisa ser feita todo mês:

  1. Some tudo o que entrou desde janeiro.
  2. Divida pelo número de meses que passaram.
  3. Multiplique por 12.

Se o resultado passa de R$ 81 mil, você está no ritmo de estourar. Se passa de R$ 97 mil, está no ritmo de estourar com retroativo, e a hora de conversar com um contador sobre virar ME é agora, não em dezembro.

Exemplo: entrou R$ 52 mil até agosto (8 meses). R$ 52.000 ÷ 8 = R$ 6.500 por mês. Vezes 12 = R$ 78.000. Dentro, mas por pouco. Um mês bom em novembro te empurra pra fora.

Se você registra o que entra em algum lugar (um app, um caderno, o financei.ro), essa soma leva dez segundos. Se não registra, esse é o motivo número um pra começar: não é organização, é dinheiro.

Vale a pena continuar MEI perto do limite?

Depende do que você faz. Quem presta serviço e tem pouca despesa costuma pagar bem menos imposto como MEI do que como ME. Quem revende produto com margem baixa às vezes fica melhor como ME, porque o Simples calcula sobre o faturamento e o DAS do MEI é fixo.

Se você está roçando o teto ano após ano, provavelmente seu negócio cresceu além do MEI, e isso é uma boa notícia. Vale sentar com um contador e fazer a conta dos dois cenários com os seus números, não com os de um exemplo genérico.

E se a sua receita é pequena de verdade, abaixo de R$ 40 mil por ano, vale conhecer a figura nova que a reforma tributária cria a partir de 2027: o nanoempreendedor.

Perguntas diretas

O limite do MEI é por mês ou por ano?

Por ano: R$ 81.000. Não existe teto mensal. Os R$ 6.750 são só uma média pra você se guiar. Quem abriu o MEI no meio do ano tem limite proporcional: R$ 6.750 vezes o número de meses desde a abertura, contando o mês de abertura.

Faturamento é o que sobra ou o que entra?

É tudo o que entra por venda ou serviço, antes de tirar qualquer despesa. Se você vendeu R$ 10 mil e gastou R$ 7 mil, o faturamento foi R$ 10 mil.

Se eu passar do limite, perco o CNPJ?

Não. O CNPJ continua o mesmo. O que muda é o enquadramento: você deixa de ser MEI e vira microempresa (ME) no Simples Nacional, com imposto calculado como porcentagem do faturamento e obrigações a mais, como contador e folha.

O limite vai subir em 2026?

Existem projetos no Congresso pra elevar o teto, mas nenhum foi aprovado até a data deste artigo. Enquanto não virar lei, o limite é R$ 81 mil. Vamos atualizar aqui se mudar.

Fontes consultadas

Este conteúdo é informativo e reflete as regras vigentes em 1 de setembro de 2026. Ele não substitui a orientação do seu contador para o caso específico da sua empresa.

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